28 setembro 2009

PESQUISA SOBRE IMPACTO DO DESIGN NO DESEMPENHO DAS EMPRESAS

(publicado em 28.09.09)

Organizada por: ADP - Associação dos Designers de Produto, MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, através do PBD – Programa Brasileiro de Design.

Realizada por: Fundação Getúlio Vargas.

Tanto a ADP, como o PBD, tinham a intenção de medir o que o design representa de fato e de forma concreta nos resultados das empresas que o utilizam profissionalmente. Historicamente os designers e consultores empresariais sempre disseram que o design, dentro de um processo de inovação, era um fator importante para o desenvolvimento de uma empresa e seu sucesso. Mas, sem algum depoimento ou dado concreto e mensurável essa afirmação ficava sempre no campo da “pregação” feita pelos próprios interessados em fazer o design, sem nenhuma força de convencimento. A razão disso é que ainda mal conseguimos suplantar a barreira de se considerar o design como algo cosmético, superficial, e talvez amador, dentro das empresas. Surgiu desta constatação a necessidade de se buscar números em primeiro lugar, e conseguir isso a partir do depoimento dos próprios empresários ou gerentes de desenvolvimento das empresas.

É preciso ressaltar que não existem mecanismos estatisticamente precisos desenvolvidos para medir esse impacto em nenhuma parte do mundo. Existem apenas exemplos de metodologias testadas por outros países como Reino Unido e Dinamarca, que foram os pioneiros nesse tipo de levantamento e que nos serviram de roteiro. É extremamente difícil separar resultados do design desligados de outros investimentos como propaganda, novos equipamentos, estratégias de marketing e de vendas. Procuramos, portanto, ouvir diretamente a opinião dos empresários que podiam falar de sua percepção dos resultados obtidos.

Deve-se notar que essa pesquisa não é um estudo extensivo de toda a economia, mas um levantamento focado que busca avaliar a situação de parte das empresas do ramo manufatureiro que precisam utilizar design de produtos. Um estudo mais extensivo exigiria um investimento em recursos e tempo muito maiores, antes mesmo de se saber que tipo de resultado seria possível extrair com os mecanismos disponíveis.

Sabemos também que em alguns dos setores existem milhares de empresas, mas buscamos apenas aquelas que tem presença marcante no mercado, ou que são líderes em seu setor, ou até as que mesmo sendo pequenas poderiam servir como exemplo do estado atual da atitude em relação ao uso do design profissionalmente.

A metodologia usada foi espelhada nas perguntas dos questionários das pesquisas feitas em outros países, até para que se possa mais tarde comparar parte dos dados. Optou-se por entrevistar diretamente um pequeno número de empresários, seguido de uma pesquisa feita eletronicamente, onde o mesmo questionário estava disponível para ser respondido por empresas indicadas por sindicatos e associações de cada setor. Comparando-se os dados obtidos pessoalmente com os perfis das respostas dadas ao questionário eletrônico, foi possível verificar a consistência dos dados e eliminar eventuais imprecisões.

Embora os dados sejam quantitativos em função do universo de empresas pesquisadas, a pesquisa como um todo, dada sua metodologia e objetivos, é qualitativa, no sentido de apontar tendências e mostrar a opinião dos entrevistados.

Da mesma forma como nas outras pesquisas semelhantes em outros países, os resultados podem ser sentidos à primeira vista como irreais, ao nos basearmos em nossos sentimentos e experiências pessoais, mas não podemos esquecer que reflete estatisticamente a opinião dos empresários e gerentes, servindo como comprovação das intenções, experiências e visões dos representantes ativos desses setores.

Maiores informações: http://www.designbrasil.org.br/observatorio/indicadores.php

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