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27 agosto 2011

1º COLÓQUIO BAIANO SOBRE DESIGN SOCIAL & SUSTENTABILIDADE



 
1º Colóquio Baiano sobre Design Social & Sustentabilidade sob o tema O QUE O DESIGN PODE FAZER PELA BAHIA: EM BUSCA DE UMA INTEGRAÇÃO, que visa possibilitar a discussão e a troca de experiências entre os setores acadêmico, governamental e produtivo sobre as ações existentes no Estado da Bahia em relação ao design aplicado no desenvolvimento de soluções para sistemas humanos e ambientes naturais, que tenham como foco principal a melhoria da qualidade de vida em sociedade. A partir desta reflexão irá se buscar formas integradoras de atuação, minimizando a fragmentação das políticas públicas aplicadas ao combate à pobreza,ao desenvolvimento local sustentável, ao meio ambiente e com isso otimizar o principal objetivo do design: a resolução de problemas complexos por meio do planejamento de alternativas e formulação de melhores modos de fazer.

04 julho 2011

DESIGN PARA A VIDA NA SARAIVA SALVADOR SHOPPING


A Livraria Saraiva do Salvador Shopping promove durante o mês de julho, juntamente com a empresa baiana AF Design Comunicação, o Ciclo de Idéias - Design para a Vida, evento voltado para a discussão ampla do design na vida moderna, analisando o tema sobre várias vertentes.

Na abertura da primeira temporada, dia 7 de julho, quinta-feira,às 19h30, o tema será “Design e o Desenvolvimento Social”. Novos temas serão abordados sempre na primeira quinta-feira de cada mês, até dezembro de 2011.

O Ciclo de Idéias - Design para a Vida pretende propor uma discussão sobre a participação do design na vida das pessoas, no cotidiano da sociedade. Afinal, o design, seja através de marcas ou produtos, está inserido na própria estrutura urbana das cidades, povoando ambientes públicos e privados.

O evento conta com a coordenação geral do designer baiano Anderson Falcão, diretor da AF Design e Comunicação, e terá como convidado especial o designer Mario Bestetti, especializado em Design Social, que pretende construir uma discussão sobre o papel do design na sociedade.

O Ciclo de Idéias – Design para a Vida é direcionado aos profissionais e estudantes de design, arquitetura, artes, comunicação e áreas afins, bem como a todo o público interessado. A entrada é gratuita.

Maiores informações: http://www.designparavida.com.br/

07 junho 2011

FOI DADO O PRIMEIRO PASSO PARA O #DESIGNBAIANO

A Person Design em parceria com a Apoena Interativa e Murilo Lima, implantou, no mês de maio, a 1ª fase do projeto #DesignBaiano - A maneira mais fácil de apresentar-se profissionalmente.


O projeto surgiu através do uso da hashtag #DesignBaiano no twitter, que rapidamente foi aceito e utilizado por diversos designers, levando ao desenvolvimento de uma API (Application Program Interface), uma ferramenta simples, única e exclusiva no seguimento, com o objetivo de mapear, integrar, valorizar, unir e divulgar o mercado do design baiano.




Estamos com mais de 120 cadastrados, mais de 1.000 visitas, 3.000 visualizações e um tempo médio de permanência de 8 minutos, na primeira semana de implantando.

Façam parte vocês também e deem suas contribuições para o fortalecimento do nosso design. Usem #DesignBaiano.

Não se esqueçam de manter seus profiles do twitter (dados e link do protifólio) sempre atualizados, afinal de contas vocês estarão em uma grande vitrine. Aproveitem!

A 2ª fase do projeto já está em desenvolvimento. Aguardem novidades!

30 março 2011

TAM CRIA CONCURSO PARA ESTUDANTES DE DESIGN

Batizado de TAM Projeto D, o programa pioneiro entre companhias aéreas brasileiras premiará os melhores projetos desenvolvidos pelos alunos das instituições parceiras

A TAM Linhas Aéreas acaba de lançar o TAM Projeto D, um concurso voltado para estudantes de Design matriculados em uma das cinco instituições de ensino selecionadas pela companhia. A iniciativa tem como objetivo motivar e difundir as ideias e as realizações dos graduandos, além de estimular a criação e o desenvolvimento de novos produtos para a TAM. As instituições parceiras são: Centro Universitário Belas Artes de São Paulo; Escola de Belas Artes (UFRJ); Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP - SP); PUC-Rio e SENAC-SP.

“Mais do que criar valor, o Design é capaz de promover novos conceitos, antecipando-se às nossas necessidades e transformando o nosso cotidiano. Por isso lançamos um concurso que é um desafio para alunos de importantes instituições desta área do conhecimento”, afirma Manoela Amaro, diretora de Marketing da TAM. “O TAM Projeto D representa também uma oportunidade única para diversos alunos exporem o seu talento e serem apresentados ao mercado de trabalho”.

A participação no TAM Projeto D é voluntária. Interessados devem entrar em contato com seus coordenadores e conferir o regulamento completo publicado no site www.tam.com.br/projetod. Serão aceitos trabalhos individuais ou em dupla de alunos das instituições participantes que estiverem matriculados nos seguintes cursos de graduação: Design Gráfico, Design de Produto, Design Digital, Design de Moda, Design de Interiores e Arquitetura.

Com liberdade de criação, os estudantes poderão desenvolver projetos para a TAM Linhas Aéreas e para diferentes unidades da companhia – TAM Viagens (operadora de turismo), TAM Cargo (unidade de cargas), Museu TAM e TAM Aviação Executiva.

Categorias foram criadas para auxiliar o trabalho dos participantes. Assim, os estudantes poderão direcionar suas ideias para criações relacionadas a Serviço de Bordo (louças, cardápio, embalagens, guardanapos, copos), Espaços TAM (aeroportos, escritórios, lojas), Uniformes (de terra, de ar, operacionais, crachá), Digital (totens eletrônicos, banner digital, sites) e Produto (brindes, malas diretas).

“Queremos reconhecer projetos que são viáveis e promissores. No dia a dia de uma companhia aérea, o Design está presente de inúmeras maneiras e tem o poder de aperfeiçoar processos, reforçar estilos de vida, influenciar comportamentos, promover o bem-estar e, assim, criar valor para a marca”, afirma Ricardo Cruz, gerente de Marketing da Marca TAM.

“Os trabalhos apresentados pelos estudantes serão avaliados de acordo com critérios que vão desde Inovação em Design até Viabilidade de Produção. O projeto também deve contemplar a sustentabilidade e a redução ou manutenção de custo, além de estar alinhado com as diretrizes de linguagem da TAM, que foram fornecidas às instituições participantes”, completa Ricardo.

A avaliação será realizada até dezembro por uma comissão julgadora formada por Comitê Universitário (membros da instituição), Comitê de Viabilidade (gestores da TAM e professores) e Comitê TAM (executivos da companhia). Em janeiro de 2012, serão divulgados os vencedores no site do TAM Projeto D, que participarão de uma cerimônia de premiação em data e local a ser divulgados.

Premiação

O concurso de Design da TAM terá duas premiações: uma para os Projetos Executados, outra para os Projetos Idealizadores. No primeiro grupo, serão premiados os 15 trabalhos considerados viáveis para execução, enquanto no segundo estarão os cinco que, mesmo apresentando alguma inviabilidade técnica, destacaram-se como inovações.

Os autores e os coordenadores dos projetos escolhidos para execução receberão como prêmio uma viagem para Seattle (EUA), onde conhecerão o Centro de Design da Boeing, com direito a hospedagem e traslados terrestres. Além de receber troféu, o autor do projeto também terá seu projeto divulgado pelos perfis da TAM nas redes sociais e em reportagens da revista e da TV TAM Nas Nuvens, a mídia de bordo da companhia.

Já os autores dos Projetos Idealizadores serão premiados com troféu e passagens de ida e volta, com direito a acompanhante, para qualquer destino operado pela TAM em território nacional.

A TAM (www.tam.com.br), incluindo a Pantanal, opera voos diretos para 51 destinos no Brasil e 19 na América do Sul, Estados Unidos e Europa. Por meio de acordos com empresas nacionais e estrangeiras, chega a 89 aeroportos brasileiros e a outros 87 destinos internacionais, incluindo a Ásia. É uma das líderes no setor de aviação no país, com market share de 39,6% no último mês de fevereiro. Também detém a liderança entre as companhias brasileiras que operam rotas para o exterior, com 85,9% do mercado em fevereiro. Com a maior frota de aviões de passageiros do país (152 aeronaves), a TAM atende seus clientes com Espírito de Servir e busca tornar as viagens de avião cada vez mais acessíveis ao conjunto da população. É pioneira, entre as companhias aéreas brasileiras, no lançamento de um programa de fidelização; o TAM Fidelidade já distribuiu 13 milhões de bilhetes por meio de resgate de pontos e faz parte da rede Multiplus, que possui hoje 8 milhões de associados. Membro da Star Alliance – a maior aliança de companhias aéreas do mundo – desde maio de 2010, a empresa integra uma rede que abrange 1.160 destinos em 181 países.

Fonte: http://www.tam.com.br/b2c/vgn/v/index.jsp?vgnextoid=7cbd4f21bfffe210VgnVCM1000009508020aRCRD

11 fevereiro 2011

DESIGNERS DE MODA BAIANA – A SÉRIE

Por Suria Neiva

“É Leila!”

Sentimento de missão (sendo) cumprida. Satisfação no trabalho. Sucesso. Quem não deseja isso tudo pra si e para os seus? Aí, nesse detalhezinho, mora a tola esfinge que, deliberadamente, boicota os Designers baianos: por que o Sucesso, a Felicidade e a Carreira não podem acontecer aqui, conosco? Só a grama do vizinho é verde, colegas e empresários?...Nops!

A provocação tem tido resposta em alto volume no mundo da Moda Baiana, com entusiastas dessa disciplina da criatividade - bem como em todos os setores do Design. E deixa eu dizer, meus reis e rainhas: a Moda está engajadíssima. Sim, nós – baianos - podemos.

Vamos abrir essa série de entrevistas com Designers de Moda de nosso Estado, em uma escolha totalmente emocional , mas com todo respaldo do setor e do público: quem, na Salvador de hoje, não conhece Leila Da Cruz, revelação do Barra Fashion, gente!?...

Leila foi minha professora na UFBA, e desde o primeiro dia (com suas pastinhas amarelas!) deixou registrado o quão ela é atenciosa com as pessoas – e com os detalhes. Essa mesma atenção e pré-ocupação com seu entorno, fica patente quando ela afirma que “meu trabalho está impregnado de referencias sensoriais baianas, ainda que transite sob olhares cosmopolitas sem estranheza.” O subtexto dessa frase é uma citação de Leon Tolstói que ela fez em sala de aula, e ainda fresca em minha memória: “Se queres ser universal, canta tua aldeia”. Quer mais? Pois Leila Da Cruz tem.

“Eu sempre me enxerguei ‘designer’, ponto”, conta ela. “A escolha da Moda foi uma redescoberta pessoal, já que eu não entendia, antes e durante a faculdade (Design– UFBA), o Designer de Moda não-nascido no que eu acreditava ser necessário, um ‘berço de Moda’. Fui me envolvendo e desenvolvendo metodologia apropriada – e própria. E inclusive, com primeiras tentativas bem frustrantes; mas hoje, posso dizer que estou cada vez mais satisfeita”. E nós também!

Leila questiona, com o rico repertório de literatura e semiótica que lhe é caro, o ensino de Moda nas escolas e universidades públicas: “Se temos Produção Cultural, porque também não há o profissional de Moda?”, afirmando claramente o papel social dessa manifestação do Design que é a Moda. E insiste: “Precisamos reconhecer e assumir que somos baianos”.

Essas e outras pautas foram discutidas no I Encontro de Moda e Cultura da Bahia, em agosto de 2010, e Leila esteve lá, contribuindo para os trabalhos. “Posso dizer que a Moda na Bahia está bem, obrigada!”, diz Leila com a firmeza de quem fez escolhas - e fez escola.

E a visão dos processos? Leila convida abertamente a todos que queiram se engajar, para o fortalecimento dos elos – que não são poucos! – da cadeia produtiva de Moda. Por exemplo, a revalorização de uma peça-chave: a costureira. Daí surgem projetos e iniciativas que movimentam a economia como um todo, para não dizer da importância social: o MINC já reconheceu a Moda como manifestação da Cultura de um povo. Espero que sintam, se ainda não perceberam, que o babado é fortíssimo, queridos!

Foi uma tarde maravilhosa. Conversamos questões processuais, metodológicas, administrativas...tudo bem sedimentado, claro e explicadinho: prometo que vou postar a parte dois dessa conversa super-tudo. De verdade, podem cobrar.

Daí eu fiz “aquela pergunta”: o que passa dentro de você ao fazer seu trabalho? Leila riu, parou um pouco, respirou lentamente. Afinal, eu lhe pedi para me transmitir o seu sentimento ao criar uma coleção. “As idéias, as formas, as cores, pululam na minha cabeça!”. Fechou os olhos, abriu-os e me olhou com seriedade, e num tom de voz delicado e profundo, citou seu professor Jum Nakao, ícone da Moda brasileira, em Oficina de 2010 aqui na Soterópolis:

“Suria, ele nos disse com toda a alma: ‘Moda é a Arte mais próxima do Ser Humano’.”

Moda Baiana: Muito coração e pés no chão. Pessoas lindas, como continuar o texto depois de tanta intensidade? E continua...


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Suria Neiva é graduanda em Design pela UFBA, às voltas com suas últimas matérias de Projeto - ousando Design de Moda. Mãe de Caian, pequeno já fascinado por Design, se divertem discutindo projetos mirabolantes (para ele, tudo normal). Escreve seu blog de poemas, Águas de caneta. @SuriaNeiva

24 novembro 2010

ABRAVANATION, CORES À EXAUSTÃO


Por Suria Neiva


“The Youth”, clipe da banda MGMT: foi o primeiro link que fiz com o Abravanation, de Rick Castro.

Movimento/ Manifesto artístico batizado via sobrenome real de Sílvio Santos. O verbo “abravanar” nasceu quando a filha do ícone pop televisivo foi resgatada do sequestro sofrido em 2001. A jovem, ao ser liberta, pediu para não julgarem os sequestradores e sim amá-los. O que Rick Castro achou disso?, bem, ele achou que a “Abravanel abravanou!”.


Frase starter bem Dadá, aliás, para o arquiteto e artista visual vislumbrar seu movimento. Abravanar: a liberdade e a liberação de seu ‘eu’, do amor, de sua autoexpressão. Pela própria motivação do Abravanation (é assim mesmo, não estou ironizando à la Rebolation), simplesmente vale tudo. Mas diferente do Mixed Martial Arts, o vale tudo do Abravanation é na base do “paz e amor”.

Tomou forma em colagens, objetos, murais, festas, instalações e intervenções - e em informação fashion também: leia-se Dudu Bertholini & Rita Comparato, seus amigos e parceiros em empreitadas abravanescas. E pra encontrar o trabalho do moço, é bom checar na Galeria Casa triângulo, São Paulo, que o rapaz está lá.

O movimento do Abravana foi comunicando suas referências. Se declara Antropofágico. Traz os Anos 60/70, clubbers com néon e tons metalizados. Secos e Molhados/ Ney Matogrosso. A Tropicália. New Wave. Chacrinha. Indies. Gay Parade. Folclore Nordestino. Madonna. Circo. Lucy In The Sky. Carnaval. E eu acertei quando me lembrei do MGMT, em um dos seus menos perturbadores videoclipes.

A música “The Youth” fala da juventude se transformando, aprendendo juntos a “viver e amar e dormir juntos / Podemos inundar as ruas com amor, ou luz, ou calor, tanto faz / Tranca os pais lá fora, rasga o tapete, gira e grita”. Aparecem crianças dublando os adultos da banda; estranheza pelo “fake” proposital. E apesar do glitter do cenário e do figurino, a pesada sobriedade das crianças. Mas, em comparação, Rick Castro não desenvolve um discurso, uma análise, uma dialética; quem sabe ele proponha a negação da mesma? (sic). Certo é que a palavra da vez é “hiperbólico” com-qualquer-coisa, e em qualquer lugar. Inclusive em intervenção no MAM-SP.

Muitas pessoas vão suspirar frente ao caos colorido, improvável dresscode para o dia-a-dia. Será? É fundamental o colorido, na rua, na chuva e na fazenda, no prato que comemos e na vida em geral. Muita calma nessa hora, até porque tranquilidade zen é algo que não está contemplado no significado de Abravanar. Nem qualquer pretexto mais elaborado, até agora. Mas Cibelle cantou com eles no palco.


Seria possível que em questão de meses acendamos o néon-flúor-pop-glitter em nossos armários baianos? A moda, como diz o livro cânone, se move em espirais. Pêndulos, se quiser termo da literatura. E na dedicatória do livro Espirais da Moda, tem citação de V.Nabokov , nos lembrando que “(...) toda síntese é a tese da que se segue”. Será que o Abravana chega a ser síntese? Não sei. Mas está aí, a olhos vistos e exauridos de tanta informação aleatória.

Sinto que faltou essa definição para o termo Abravanar, “agir com base em aleatoriedades”.

Agora, cá pra nós: em uma das cidades do planeta Terra mais iluminadas pelo Sol, acho um desperdício de corantes caríssimos em tecidos sintéticos cobrindo todo o corpo, esquentando e transpirando, apenas para se ter mais área “colorável” – em maiôs e leggings, saiões e estolas, franjas, lycra, brechó, plumas e paetês literais, muuuuita maquiagem e cores ao léu. Não, não creio que isso responda à necessidade – natural - de cores.

Ser colorido... Sabe o Restart? Tá bege-lavado, filha. Fazer o quê.


A título da síntese, creio que no Abravanar falta l’esprit du temps dos anos 60/70: as revoluções socialmente engajadas. Eu diria mesmo, humanamente engajadas. É interessante ver que no vídeo “Abravanation Paulista”, Rick e Renata Abbade descem das escadas da FIESP, após o segurança observá-los (eu ri) e pedir gentilmente, a despeito da câmera que o paralisou por alguns minutos, que os performers se retirassem para a calçada da Avenida Paulista. Nada de questionamento de autoridades, nem mesmo de autoridade de guardinha. Música da Banheira do Gugu e run, Forrest, run.


Okei, then: paz, amor - e a nova palavra de “ordem”: Abravana Alucinete Fogo. Uhu!...


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Suria Neiva é graduanda em Design pela UFBA, às voltas com suas últimas matérias de Projeto - ousando Design de Moda. Mãe de Caian, pequeno já fascinado por Design, se divertem discutindo projetos mirabolantes (para ele, tudo normal). Escreve seu blog de poemas, Águas de caneta. @SuriaNeiva

08 novembro 2010

SOBRE O VIVER

Por Suria Neiva

“Eu sobrevivo.” Quantas vezes já ouvimos pessoas dizendo essa frase, nos assegurando de que podem terminar uma tarefa, ou passar por determinadas situações?

Sobreviver é necessariamente viver em crise, ou após crise(s). Às vezes, as crises sobrevêm e sabemos ser fortes para encará-las de frente, o que é importante. Mas me questiono quantas vezes nos colocamos como sobreviventes, apenas por que... não vivemos? Há que se querer o viver, não conduzir uma sobrevida. Viver: estar presente. Ser presente, em todas as circunstâncias. Atento, sem tensão - ser flexível; com intenção, ser firme.

Parece muita filosofia pra se falar de Design de Moda, e talvez seja em algum momento... mas não neste momento: este, agora, é sobre uma mulher chamada Sakina M’sa.

Sem aceitar que trancafiem sua experiência de vida dentro do esterótipo “era-pobre-e- venceu”, pelo contrário, a africana Sakina M’sa faz de suas preciosas lembranças de infância, natureza e família - de sua ilha natal, Comores - a batuta das suas escolhas como Designer.

Não é sobreviver, é sobre o Viver.

Ela transformou o medo da horrível e fétida “cidade de gavetas” em um lugar onde haviam segredos a serem desembalados: os mercados populares de Marselha, França; os livreiros, a arte. Começou a trabalhar aos 14 anos para sustentar sua necessidade de livros. E desejava, ansiava por uma arte que unisse todas as artes, que aglomerasse pessoas num fazer coletivo e sensível.

Viver - sentir a vida.

Ela desembrulhou os códigos que envolviam as pessoas, a roupa, a moda. Que isso era fútil e pouco (ou nada) arte, ela ouviu até gastar de seu grupo de jovens amigos, intelectuais e artistas. Mas ela tinha o olhar daquela criança que, toda manhã, desenhava seus sonhos a giz numa lousa; não duvidava de seus olhos nem de seu coração. Ela descobriu política, amores, economia, segredos, história, discursos, intenções vestidas como roupa, encobertos corpos.

A moda se desnudou toda para ela, uma garota de 17 anos.

Com 17 mesmo, organiza um desfile e suas modelos vestem panos-de-prato, retalhos, sobras. Ganhou uma bolsa de estudos. Ganhou um diploma. Não perdeu tempo ao ser preterida em estágios, logo criando o Atelier du Tissu Social (“Atelier do Tecido Social”) no seu bairro “barra pesada”. Ela chama de costura sociológica. Ela diz que a beleza emana do olhar do outro. Ela teima em quebrar barreiras que só nós vemos. Para ela é mais um processo vital, que se repete todos os dias.

Só o que nós conseguimos ver, ainda, são seus prêmios – o Grand Prix de La Crèation de La Ville de Paris, o Trophée Version Femina... Talvez já vejamos o Projeto Ofício Moda, que junto com a ONG Estrela Nova, une comunidades carentes das periferias parisienses e paulistanas. Talvez atentemos aos seus desfiles no Louvre de “roupa-pra-usar” (prèt-a-porter, em minha versão), feitos com os tecidos que ela enterra em vários locais do mundo - repetindo um rito tribal aprendido da avó-tutora. Sim, panos tingidos com a terra que ela venera, a terra que nos sustém. Sakina tem os pés no chão e olha para todas as direções, vivendo vida neste mundo de hoje.

Queremos - queiramos?, ver o que ela chama de ‘tecido social’ sendo costurado na Bahia. Não amanhã, não depois. Viver é hoje, é sempre, é algo que experimentamos - logo de cara- com o nosso corpo... Se vista de vida. E viva Sakina M’sa.


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Suria Neiva é graduanda em Design pela UFBA, às voltas com suas últimas matérias de Projeto - ousando Design de Moda. Mãe de Caian, pequeno já fascinado por Design, se divertem discutindo projetos mirabolantes (para ele, tudo normal). Escreve seu blog de poemas, Águas de caneta. @SuriaNeiva 

29 setembro 2010

BRASIL DESIGN WEEK 2010, DENTRO DA HSM EXPOMANAGEMENT

O maior evento de inovação do Brasil, dentro da maior agenda de negócios da América Latina!


Entre os dias 8 e 10 de novembro, São Paulo recebe pela segunda vez o Brasil Design Week. Este ano, em sua terceira edição, o evento acontece no Transamérica Expo Center, conjuntamente com um dos maiores eventos de negócios do Brasil, a HSM ExpoManagement. A Brasil Design Week contará com ciclo de palestras, debates e apresentação de cases empresariais do Brasil e do exterior. As discussões deste ano girarão em torno de como o design construiu diferença e criou valor em diversos setores.

Segundo os organizadores serão 13 temas e já estão confirmados, como palestrantes, Peter Fassbender, da Fiat, André Gasparotti, da Embraer, e Daniela Cachich, da Unilever, entre outros. Um dos destaques do ciclo é a palestra "Design nos BRICs", cujo projeto foi coordenado por Ellen Kiss e foi apresentado pela primeira vez durante o Festival Internacional de Publicidade de Cannes, em junho. Essa palestra acontece dia 9 de novembro e será ministrada pelo presidente da Abedesign, Luciano Deos, e contará com um debate final com líderes das câmaras de comércio de cada país.

"Nesse novo cenário é preciso uma reflexão sobre o papel do design e da comunicação frente aos novos desafios. O Brasil pretende liderar esse processo, por meio de um mapeamento das produções culturais dos países e traçar uma projeção de futuro no desenvolvimento do design em nações emergentes", afirma Luciano Deos.

O evento é promovido pela Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign), em parceria com o Sebrae, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Brasil Design Week
www.bdw10.com.br

Abedesign
www.abedesign.org.br

07 junho 2010

O QUE É DESIGN? TCC DE DESIGN DA UNIFACS

(publicado em 07.06.10)

Vejam o vídeo "O que é design?" trabalho de conclusão de curso de design gráfico da UNIFACS, dos alunos Gustavo Teixeira e Lucas Pimentel, com a participação do nosso diretor Felipe Arcoverde.

O vídeo explica de forma clara e divertida o que é design, voltado principalmente para o público que desconhece esse conceito.

"A importância do profissional de design para o empresariado é proporcional ao nível de profissionalismo desses empresários. O empresário que tem uma estrutura profissionalizada e um planejamento estratégico de seu negócio, sabe que não pode abrir mão desse profissional."

"O design não tem valor sem inovação."





Entrevistados:

Ágata Rocha - estudante de design gráfico
Cid Ávila - coordenador do curso de design da Unifacs
Felipe Arcoverde - diretor de criação da Person Design
Shaddai Lima - estudante de design gráfico
Vanessa Kinoshita - estudante de design gráfico

03 maio 2010

AFINAL, O QUE É DESIGN? (OH, NÃO! DE NOVO?!?)

(publicado em 03.05.10)

Achamos bastante interessante o texto de André Stolarki, publicado na revista D2B Design To Branding Magazine (Ano XV, número 06 Outubro 2009). Não deixem de conferir e opinar.

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Um grande amigo meu declarou, durante um de seus cursos, que já não aguentava mais ouvir a mesma pergunta proferida onde quer que designers se reunissem para debater algo: “Afinal, o que é design?

Considerando que não faltam definições à disposição, essa pergunta é mesmo o sintoma de um genuíno mal-estar. O fato é que o termo design se espalhou de forma tão abrangente por nosso cotidiano, revelou-se de maneiras tão inusitadas e contradisse tantos limites estabelecidos que parece cada vez mais difícil contê-lo. Paul Rand, um dos maiores designers do século passado, chegou a afirmar que “tudo é design”.

De fato, é fácil ver como são frágeis os limites que se tentou frustadamente impor ao design. Chovem exemplos que mostram que o design é tanto uma profissão quanto um meio, que ele não requer formação específica para todas as suas variantes, que não se limita à indústria nem a produção seriada; que não é necessariamente funcional nem universal; que não é uma ciência; que cria problemas no exato momento que os resolve; que não se limita a produzir artefatos concretos, mas também processos e ideias abstratas; e que frequentemente se confunde com certas disciplinas de que lança mão, afirmando-se como arte, arquitetura, planejamento urbano, engenharia, publicidade, moda, música, literatura e tantas outras.

Parafraseando o geógrafo Milton Santos, é possível afirmar que há tantas definições de design quanto há designers, mas que, mesmo assim, é preciso que o design saiba definir seu objeto – e esse objeto é, sem dúvida nenhuma, o projeto. Design é tudo aquilo que envolve projeto, como dizia Buckminster Fuller ou, se quisermos, é o atributo consciente de nossas ações projetuais. Por isso mesmo, o filólogo Antônio Houaiss propôs já nos anos 1960 que o termo design fosse traduzido para o português como “projética”. Nesse sentido amplo, arquitetos, urbanistas, engenheiros, artistas, administradores, empresários, políticos, estudantes e donas de casa podem ser designers, não importa se em tempo integral ou não.

Tudo isso pode soar abrangente demais, mas é verdadeiro que, ao longo do último século, o design ganhou essa força justamente por ter sido a disciplina que mais universalizou e democratizou a noção de projeto, demonstrando que ela é essencial à nossa existência e, porque não, à nossa sobrevivência.

A essa altura, no entanto, você deve estar se perguntando: “Para que trazer essa discussão teórica e restrita ao mundo dos designers a uma revista voltada para a relação entre design e negócios?”

A respostas é simples: quem ficar atento a essa realidade vai notar uma valorização e uma presença cada vez maior e diversificada do design em instâncias centrais do planejamento – nos conselhos de administração de empresas privadas, nas secretarias de órgãos públicos, em organizações não governamentais e em diversas outras esferas antes inatingíveis.

As empresas e instituições mais bem-sucedidas no futuro, por sua vez, serão aquelas que conseguirem extrair tudo o que as complexas ramificações do design tiverem a oferecer. Já as iniciativas que ignorarem essa complexidade inerente, encastelando-se em definições forçadamente restritivas, perderão para as que souberem compreendê-la.

Se as conseqüências dessa forma de entender o design são enormes, pelo menos há de agradar ao meu amigo. Afinal, já podemos deixar para trás a pergunta “O que é design?”, concentrando-nos em pensar como a noção de projeto pode nos ajudar a melhorar nossas vidas.

André Stolarki, 39, designer, é sócio da produtora de design carioca Tecnopop.

15 abril 2010

O DESIGN NA II CONFERENCIA NACIONAL DE CULTURA - PARTE IV

(publicado em 15.04.10)

Parte - IV

Devemos transformar as proposições da II CNC em iniciativas permeáveis à participação de profissionais e estudantes de design ou desenho industrial, aprofundando o entendimento de seu significado num contexto em que a cultura, novas identidades sociais e a tônica no desenvolvimento social e sustentável ganham relevância política.

Por si só, a institucionalização do design no campo da cultura merece ênfase. Constitui um fato que estimula a reflexão e a participação organizada neste processo de consolidação e de execução de uma política pública, abrangente e integradora. Especialmente se consideramos que nossa área de atividades, até então, era esquecida ou neglicenciada por formuladores de políticas de governo.

No entanto, é necessário advertir que a inserção do design no campo da cultura não é um trajeto de mão única. Pressupõe a valorização da cultura pelos designers. Requer que ampliemos nossos horizontes, que tenhamos maior coesão na busca de enlaces com outros setores da sociedade civil e de intervenções que façam valer a relevância social da cultura e do design. Não podemos ser encarados e depreciados por conta do pragmatismo que se limita a examinar a cultura com os olhos pregados na chave do cofre.

A inserção do design no Plano Nacional de Cultura- PNC e no Sistema Nacional de Informação e de Indicadores Culturais- SNIIC, implicará numa série de providências que exigem a participação coletiva, entre elas, a constituição de Colegiado Setorial, integrado por 15 representantes de 5 macro regiões.

Um dos mecanismos de inserção no campo da cultura, da integração com outros setores de atividades e de provimento de demandas especificas é o Colegiado Setorial de Design. Esse colegiado previsto no Decreto nº 5.520, de 24 de agosto de 2005, tem como função precípua a definição de políticas, diretrizes e estratégias destinadas a suprir demandas do nosso setor de atividade no âmbito do MINC.

O colegiado setorial de design deve ter legitimidade e qualidade exigida para o exercício de suas funções e atribuições. Portanto, a escolha de seus membros deve ser democrática e criteriosa. Precedida pela divulgação de proposições, pela mobilização da categoria e pela discussão qualificada que dê força e vitalidade crítica aos nossos representantes.

A realização de seminários e encontros, em estados e regiões, pode culminar na realização de evento nacional de maior amplitude, capaz de fornecer maior representatividade e fortalecer o colegiado setorial de design.

Por outro lado, é necessário que alimentemos a relação com outros setores de atividade que enfrentam problemas análogos aos nossos, entre eles, a superação de indefinições, a busca de identidade profissional, a formulação de código de conduta, as frágeis condições de trabalho, a impermeabilidade do mercado, o impacto das novas tecnologias, o surgimento de novas especializações, entre outros aspectos críticos.

Sob nosso ponto de vista, a importância do design nesse novo cenário advirá de um dialogo construtivo com os responsáveis pela formulação e execução de políticas públicas, bem como com todos os demais segmentos interessados na sua consecução.

Esse debate pode convergir para a retomada da campanha pela regulamentação da profissão e para a exigência de avaliação sistemática dos cursos de design e desenho industrial, instaurando padrões de qualidade de ensino que melhorem a formação educacional.

A deflagração desse processo de discussão em ambientes de trabalho e em instituições de ensino favorece o esclarecimento, permitindo agregar novas forças à luta pela regulamentação da profissão e pela melhoria da qualidade dos cursos de design e de desenho industrial.

Todos estão aptos a contribuir com esse processo de discussão. Desde já, devemos divulgar, sensibilizar e mobilizar nossos colegas para que possamos imprimir maior vigor as nossas iniciativas conjuntas, desenhando um campo e um futuro mais auspicioso para formação de estudantes e para o exercício da nossa atividade profissional.


Wagner Braga Batista
Professor aposentado da Universidade Federal de Campina Grande

Parte I - clique aqui!
Parte II - clique aqui!
Parte III - clique aqui!

07 abril 2010

RUMO A UM AMPLO E DEMOCRÁTICO ENCONTRO NACIONAL DE PROFISSIONAIS E ESTUDANTES DE DESIGN

(publicado em 07.04.10)

O design ganhou assento no Conselho Nacional de Política Cultural.

O nosso colega Freddy van Camp foi escolhido para representar o setor de design neste conselho. É um colega que milita neste campo há muitos anos e jaz jus a essa nomeação.

A nomeação representa um passo dado no sentido da inserção do design no Plano Nacional de Cultura e no Sistema Nacional de Cultura. Iniciativa desencadeada a partir da I Preconferencia Setorial de Design. Infelizmente, ainda pouco se sabe sobre este evento e sobre a II Conferencia Nacional de Cultura. Portanto, vamos ser um pouco repetitivos, tendo em vista sua divulgação, bem como, estender o convite para que nossos colegas venham a participar ativamente da implementação de suas diretrizes.

A II Conferencia Nacional de Cultura, foi realizada entre os dias 11 e 14 de março do corrente, precedida pela I Preconferencia Setorial de Design. A importância desses eventos não teve correspondência com sua precária divulgação, que prejudicou a participação, as discussões e a representação do setor. Inicialmente porque não disponibilizou informações em tempo hábil. Informações que facultassem a participação de todos interessados. Posteriormente, pela dificuldade de socializar os resultados dos eventos.

Diante disto, setores expressivos de nossa área de atividades ainda continuam alheios às proposições aprovadas e à margem dessas discussões, que podem influir positivamente na inserção do design ou desenho industrial na agenda do Ministério da Cultura- MINC. É importante ressaltar que essas ações podem produzir resultados expressivos na ampliação e consolidação de nosso campo de atividades.

A partir do reconhecimento de que nossas iniciativas têm sido muito tímidas ou débeis, até o presente momento, devemos assumir o compromisso de divulgar, sensibilizar, envolver e mobilizar nossos colegas para a concretização desses propósitos.

É preciso levar essas informações a ambientes de trabalho e instituições de ensino, para que não se reproduza a deficiente divulgação, o eventual alijamento de colegas e o esvaziamento, observados na I Preconferencia Setorial Design.

Temos uma responsabilidade, que deve ser compartilhada, de modo a assegurar o direito de todos participarem dessas discussões.

O próximo passo é a realização de um encontro aberto à participação de todos os interessados. Contudo, antes de propormos unilateralmente um seminário ou encontro, patrocinado pelo Ministério da Cultura- MINC, é importante que convidemos as entidades de representação, as instituições de ensino e pesquisa, as agências de fomento, os diferentes segmentos profissionais, entre outros, para contribuírem com essa convocação.

É preciso que organizemos uma agenda factível, prevendo a divulgação de informações, a formulação de uma pauta de discussões, a abertura para que todos interessados façam proposições e se inscrevam, bem como um cronograma de atividades que seja exeqüível. Ou seja, uma agenda que viabilize a divulgação, a organização e o êxito deste fórum de discussão com a participação do maior número de interessados e prime pela melhoria da qualidade das nossas formulações coletivas.

Apesar dos significativos avanços que obtivemos, não podemos reproduzir erros observados na realização da I Preconferencia Setorial de Design.

Contribuição: Wagner Braga Batista

06 abril 2010

O DESIGN NA II CONFERENCIA NACIONAL DE CULTURA - PARTE III

(publicado em 06.04.10)

Parte - III

As propostas oriundas dos setoriais culturais, inclusive o design, lograram o consenso pleno. Alcançado graças ao entendimento da plenária final de que as diretrizes setoriais deveriam ser propostas pelas respectivas áreas de intervenção cultural. Essa compreensão, amadurecida ao longo do evento, permitiu que todas as 95 propostas oriundas dos 19 setores de arte e cultura, fossem aprovadas em bloco, por unanimidade, inclusive as formuladas pela I Preconferencia Setorial de Design. Essa conduta refletiu elevado senso responsabilidade e de respeito mútuo na elaboração, apreciação e deliberação de propostas do setores culturais, marcante no relacionamento entre os vários segmentos participantes do evento.

Após intenso e profícuo debate, ao final da Conferencia, 32 prioridades culturais, dentre 347 propostas formuladas em plenárias estaduais, municipais e distrital, foram eleitas pelo voto de 811 presentes.

As propostas aprovadas na plenária final da CNC serão as matrizes constitutivas do PNC.

Entre as propostas prioritárias, há algumas de especial interesse para o fomento do design. Entre elas, destacamos uma mais genérica, que procura resgatar a indissociabilidade entre educação e cultura. Propõe a introdução de temáticas culturais em currículos, disciplinas e conteúdos programáticos, pressupondo a crescente articulação entre ministérios e órgãos públicos responsáveis pela execução de políticas educacionais e culturais. Convém observar que no Reino Unido, o desenvolvimento de projetos é exercitado desde o ensino básico.

Outra proposta interessante remete a um pleito que vem sendo desprezado pelo Poder Legislativo: a regulamentação da profissão de desenhista industrial ou designer. Defende a “regulamentação de todas as profissões da área cultural, criando condições para o reconhecimento de direitos trabalhistas, previdenciários no campo da arte, da gestão e da produção cultural, incluindo os profissionais de cultura em atividades sazonais”.

Salientamos que os avanços produzidos pelas deliberações da II CNC podem se traduzir em novas conquistas, cuja materialização exige que adotemos práticas mais consoantes com as diretrizes e os objetivos que, ora, estamos alcançando. Devemos intensificar os fluxos de informação de modo que a participação e a decisão sobre os rumos de nossas atividades sejam adotados coletivamente. Essas decisões não podem ficar restritas a entendimentos entre quatro paredes ou sob domínio de poucos.

A socialização de informações e o envolvimento de todos interessados no debate subseqüente devem ser os primeiros passos para a efetivação das propostas aprovadas na II CNC.


Wagner Braga Batista
Professor aposentado da Universidade Federal de Campina Grande

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26 março 2010

O DESIGN NA II CONFERENCIA NACIONAL DE CULTURA - PARTE II

(publicado em 26.03.10)

Parte II

As ações e proposições absorvidas pela II Conferência Nacional de Cultura reproduzir-se-ão no Plano Nacional de Cultura- PNC e no Sistema Nacional de Informação e de Indicadores Culturais- SNIIC. A nosso ver, essas iniciativas contribuem para valorização, o reconhecimento, a divulgação e o fomento do design.

É provável que no âmbito de políticas culturais abrangentes e integradoras, o design enfrente novos desafios para afirmar sua identidade, romper resistências existentes nesse campo, evidenciar suas potencialidades, bem como encontrar novos caminhos. Caminhando com outros setores culturais que se pautam por orientações confluentes, pela perspectiva da transversalidade em suas iniciativas, pelas ações cooperativas e pela observância da destinação social de seus projetos.

O design certamente estará sujeito a novas inflexões, uma delas apontando que o mercado é apenas uma das esferas da vida social. Que a cultura não se reduz as suas oscilações e tendências. Que o design não pode ser refém de sua volatilidade.

As potencialidades sociais, técnicas e criativas do design tornar-se-ão mais evidentes na medida em que sejamos capazes de fornecer consistência aos nossos projetos integrados a políticas públicas abrangentes e de grande alcance social. Essa integração pressupõe a interlocução qualificada e a manutenção de relações mais harmoniosas e coerentes com outros setores da arte e da cultura. Setores que enfrentam os mesmos desafios na afirmação de suas identidades, especificidades e virtualidades.

Nesse patamar, a interação cultural pode ter como conseqüência o reconhecimento definitivo do design, a valorização de suas potencialidades, viabilizando a realização de projetos que promovam e assegurem o respeito à diversidade cultural, à cidadania e aos pressupostos do desenvolvimento social sustentável.

A II Conferencia Nacional de Cultura também foi marcada pela profusão de linguagens e pela criatividade demonstrada na defesa das diversas proposições apresentadas. Face à diversidade de grupos que compunham a plenária, a explicitação de idéias exigiu vigoroso esforço de convencimento. Os coletivos proponentes organizaram-se para tornar mais convincentes suas intervenções, lançaram mão da de recursos visuais, da dança, da coreografia, da cenografia, dos mais variados artifícios técnicos e lingüísticos para serem identificados, valorizados e inseridos nas políticas culturais. Comunidades indígenas, ribeirinhos, quilombolas, vaqueiros, griôs, mestres da tradição oral, grupos étnicos e religiosos, entre tantos, seguramente se fizeram ver e ouvir. Por meio de performances bastante originais deram maior projeção as suas demandas. Evidenciaram dentro do cenário das discussões políticas as virtualidades críticas e criativas da cultura e das artes de diferentes regiões do país.


Wagner Braga Batista
Professor aposentado da Universidade Federal de Campina Grande
 
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22 março 2010

O DESIGN NA II CONFERENCIA NACIONAL DE CULTURA - PARTE I

(publicado em 22.03.10)

No início de março o Saiba Blog postou sobre os representantes de design eleitos no Conselho Nacional de Cultura. E agora, o professor Wagner Braga Batista, eleito delegado regional do Nordeste, disponibilizou para o Saiba Blog, uma avaliação da inserção do design na II CNC. Iremos publicar em partes, segue a primeira:

O design na II Conferencia Nacional de Cultura - Parte I

Entre os dias 10 de 14 de março realizou-se a II Conferencia Nacional de Cultura- II CNC, em Brasília, com a presença de mais de 1925 participantes (1.325 delegados da sociedade civil, dos quais 743 eleitos em conferências estaduais; 190 em pré-conferências setoriais e 392 delegados do poder público). Contou, ainda, com a participação de 350 observadores e 250 convidados, entre eles 22 palestrantes.

A II CNC teve como objetivo formular, debater e definir diretrizes para a implantação do Plano Nacional de Cultura- PNC e criar condições favoráveis para prover o Sistema Nacional de Informação e de Indicadores Culturais- SNIIC, em escala municipal, estadual e federal.

A realização de Conferencias, destinadas à proposição de políticas públicas, tem obtido êxitos. Entre eles, a reversão de metodologia precedente, que confinava formulações políticas em gabinetes e restringia a decisão sobre prioridades culturais a experts e tecnocratas, muitos dos quais com pouca ou nenhuma inserção em campos de atividades, objetos de suas deliberações.

Transferir aos agentes culturais a responsabilidade pela elaboração e pela implementação de políticas sociais é uma orientação salutar. Esse princípio diretor tem se mostrado fecundo, uma vez que políticas públicas formuladas a partir de expectativas e demandas de seus protagonistas diretos revelam-se mais pertinentes, eficazes e tendem a gerar maior comprometimento na sua execução.

A II CNC foi organizada a partir de duas dinâmicas convergentes. Essas dinâmicas foram desencadeadas pela discussão de ações de setores especializados em seus respectivos foruns e pela participação de segmentos populares em plenárias municipais, estaduais e distrital. Esses debates deram origem a rico mosaico que expressava a pluralidade e as peculiaridades das áreas culturais envolvidas no debate.

A consolidação desse amplo espectro de proposições em diretrizes abrangentes e integradoras foi um trabalho árduo. Considerando os perfis, as experiências, os acúmulos e as múltiplas expectativas dos diferentes segmentos representados na conferencia, podemos afirmar que esse propósito foi alcançado. Senão em sua plenitude, ao menos parcialmente, contemplando expectativas de representações de estados, de setores culturais, de etnias e de diversos grupos sociais presentes na II CNC.

As reflexões e a formulação de diretrizes encaminhadas à II CNC estiveram centradas na observância de 5 eixos temáticos: Produção simbólica e diversidade cultural; Cultura, cidade e cidadania; Cultura e desenvolvimento sustentável; Cultura e Economia Criativa; e Gestão e institucionalidade da Cultura.

O evento foi precedido por um amplo processo de discussão, em 26 estados e no DF, bem como por plenárias de 19 setores de atividades artísticas e culturais, que atualmente integram o Ministério da Cultura- MINC. Entre eles, o Design, incorporado à agenda do Ministério da Cultura, desde outubro de 2009, juntamente com o setor de arquitetura e urbanismo, artesanato, moda e arte digital.

Ainda que organizada e realizada de modo incipiente, a I Preconferência Setorial de Design, realizada nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro, no Rio de Janeiro, apresentou resultados positivos. Entre eles, podemos arrolar:

1- a elaboração de 5 diretrizes que viabilizem a inserção do design no PNC;
2- a indicação de 10 delegados e um observador para a II CNC;
3- a escolha de três nomes para a lista tríplice, para a nomeação de um componente do Colegiado Nacional de Cultura.

São as seguintes as diretrizes aprovadas:

Eixo I – Produção simbólica e diversidade cultural

Instituir o registro da memória do design no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e financiar a criação de centros de memória do design brasileiro, que privilegiem a pesquisa, o resgate, a preservação, a conservação e a documentação, difundindo a produção do design nacional de forma descentralizada e com gestão integrada.

Eixo II – Cultura, cidade e cidadania

Fazer valer os direitos do cidadão ao design universal, previstos no Decreto Presidencial número 5.296/2004 e contemplados na NBR 9050/ABNT, compreendendo o design como elemento estruturante dos processos de planejamento e projeto urbano, por meio de mapeamento dos potenciais campos de intervenção do design na cidade e da aplicação de critérios de design em editais de compras, prestação de serviços e obras públicas.

Eixo III – Cultura e desenvolvimento sustentável

Criar incentivos fiscais ou adaptar os incentivos existentes para: empresas patrocinadoras de pesquisas, eventos e projetos que contemplem a ação do design pelo desenvolvimento sustentável; empresas que adotem o design na adequação de seus produtos a critérios de sustentabilidade; ações de formalização da indústria criativa e ações de criação de pólos de produção de design em áreas degradadas ou regiões estratégicas para o desenvolvimento regional.

Eixo IV – Cultura e Economia Criativa

Inserir o tema design como item financiável no Fundo Nacional de Cultura (FNC), por meio do Fundo Setorial de Ações Transversais e de Equalização, da Renúncia Fiscal, além de outras fontes de fomento, contemplando projetos para as seguintes áreas e atividades: ensino fundamental e médio, museus, eventos de design, prêmios, concursos, promoção à memória, design público, design urbano, design social, design de informação, projetos de desenvolvimento sustentável, estudos, pesquisas, artigos e publicações, linhas editoriais e intercâmbio cultural nacional e internacional, entre outras.

Eixo V – Gestão e institucionalidade da Cultura

Garantir participação institucionalizada em todas as instâncias do Sistema Nacional de Cultura, assegurando: unidades específicas de Design nos órgãos gestores da Cultura; a presença dos representantes do design nos Conselhos de Política Cultural e Conferências de Cultura; ações de design nos planos de Cultura; recursos nos orçamentos e inserção do design no Sistema Nacional de Informações e Indicadores da Cultura (Sniic) e nos programas de informação nas três esferas dos governos federal, estadual e municipal.


Wagner Braga Batista
Professor aposentado da Universidade Federal de Campina Grande

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08 março 2010

ELEITOS OS REPRESENTANTES DO DESIGN NO CONSELHO NACIONAL DE CULTURA

(publicado 08.03.10)

Realizada entre os dias 25 e 27 de fevereiro, no Rio de Janeiro, a Pré-Conferência Setorial de Design, promovida pela Secretaria de Políticas Culturais do Minc (Ministério da Cultura) em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro estabeleceu diretrizes para o setor de acordo com o Plano Nacional de Cultura, e propôs políticas públicas para a área do design.

Entre os participantes esteve o professor da Esdi Freddy Van Camp que foi, juntamente com Bruno Lemgruber e Daniel Kraichete, um dos delegados pelo estado do Rio de Janeiro. Participaram ainda outros esdianos, como os designers Bitiz Afflalo, que conduziu os debates do eixo "Cultura, cidade e cidadania", Joaquim Redig e Wagner Braga Baptista.

Os grupos de trabalho aprovaram os delegados regionais que participarão da II Conferência Nacional de Cultura, que acontecerá em Brasília de 11 a 14 de março, e propuseram estratégias que deverão guiar as políticas culturais públicas para o setor.

O texto com os resultados da pré-conferência é o seguinte:

"Por convocação do Ministério da Cultura e com organização e apoio da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, realizou-se entre os dias 25 e 27 de fevereiro, no Planetário da Gávea, Rio de Janeiro, a Pré conferência Setorial de Design, com vista à inserção do setor na política de apoio daquele ministério. A pré conferência visava eleger delegados do setor de design e elaborar propostas a serem apresentadas por eles na II Conferência Nacional de Cultura, que se realizará de 11 a 14 de março de 2010 em Brasília, bem como escolher um representante do setor para assento no Conselho Nacional de Cultura.

Pela primeira vez, no que concerne à área da Cultura, reuniram-se designers das cinco regiões brasileiras para construir as políticas públicas a serem incluídas em uma pauta nacional para o setor. Os delegados na Pré Conferência Setorial de Design aprovaram, ao final, as cinco estratégias setoriais que devem ser apresentadas naquele evento. As estratégias fazem referência aos cinco eixos da Conferência Nacional de Cultura. São elas:

Eixo I: Produção simbólica e diversidade cultural

Instituir o registro da memória do design no Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e financiar a criação de centros de memória do design brasileiro, que privilegiem a pesquisa, o resgate, a preservação, a conservação e a documentação, difundindo a produção do design nacional de forma descentralizada e com gestão integrada.

Eixo II: Cultura, cidade e cidadania

Fazer valer os direitos do cidadão ao design universal, previstos no Decreto número 5.296/2004, da Presidência da República, e contemplados na Norma 9050 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), compreendendo o design como elemento estruturante dos processos de planejamento e projeto urbano, por meio de mapeamento dos potenciais campos de intervenção do design na cidade e da aplicação de critérios de design em editais de compras, prestação de serviços e obras públicas.

Eixo III: Cultura e desenvolvimento sustentável

Criar incentivos fiscais ou adaptar os incentivos existentes para: empresas patrocinadoras de pesquisas, eventos e projetos que contemplem a ação do design pelo desenvolvimento sustentável; empresas que adotem o design na adequação de seus produtos a critérios de sustentabilidade; ações de formalização da indústria criativa e ações de criação de pólos de produção de design em áreas degradadas ou regiões estratégicas para o desenvolvimento regional.

Eixo IV: Cultura e economia criativa

Inserir o tema design como item financiável no FNC (Fundo Nacional de Cultura), por meio do Fundo Setorial de Ações Transversais e de Equalização, da renúncia fiscal, além de outras fontes de fomento, contemplando projetos para as seguintes áreas e atividades: ensino fundamental e médio, museus, eventos de design, prêmios, concursos, promoção à memória, design público, design urbano, design social, design de informação, projetos de desenvolvimento sustentável, estudos, pesquisas, artigos e publicações, linhas editoriais e intercâmbio cultural nacional e internacional, entre outras.

Eixo V: Gestão e institucionalidade da cultura

Garantir participação institucionalizada em todas as instâncias do Sistema Nacional de Cultura, assegurando: unidades específicas de design nos órgãos gestores da cultura; a presença dos representantes do design nos Conselhos de Política Cultural e Conferências de Cultura; ações de design nos planos de cultura; recursos nos orçamentos e inserção do design no Sniic (Sistema Nacional de Informações e Indicadores da Cultura) e nos programas de informação nas três esferas dos governos federal, estadual e municipal.

Nove dos dez nomes escolhidos como delegados regionais do design à II Conferência Nacional de Cultura foram indicados por aclamação, sem passar por votação. As delegações de cada uma das cinco regiões, exceto a da região Sul, indicaram dois representantes da sociedade civil. Com apenas uma delegada presente, os três estados do sul terão uma representação menor. A plenária decidiu, então, que a décima vaga deveria ser disputada por votação entre os delegados de todos os estados. Houve quatro candidaturas e, ao final da escolha, a lista dos delegados ficou composta por:

Centro-Oeste
– José Merege (Distrito Federal)
– Rejane Luiza (Mato Grosso)

Nordeste
– Manoel Teles (Ceará)
– Wagner Braga Batista (Paraíba)

Norte
– Fernanda Martins Oliveira (Pará)
– Sâmia Batista (Pará)

Sudeste
– Enil Almeida Brescia (Minas Gerais)
– Patrícia Penna (São Paulo)

Sul
– Ana Brum (Paraná)

10ª vaga
– Bruno Lemgruber (Rio de Janeiro)

Para representantes do setor de design no Conselho Nacional de Cultura, vaga aprovada pelo MinC em outubro de 2009, foi escolhida, por eleição secreta, uma lista tríplice, composta, na ordem dos mais votados, por:

– Freddy Van Camp (Rio de Janeiro)
– José Merege (Distrito Federal)
– Ana Brum (Paraná)

Esta lista será submetida ao ministro da Cultura, que indicará o representante titular e o seu suplente.

Mais informações no blog do MinC.

Fonte: Go-to-idee

02 março 2010

MBA EM GESTÃO DE DESIGN - PÓS UNIJORGE

(publicado em 02.03.10)


Disciplinas:
- Fundamentos do Design
- Ergonomia
- Sustentabilidade
- Inovação e Criatividade
- Legislação e Normas
- Pesquisa de Mercado
- Gestão Empresarial dos negócios de Design
- Gerenciamento de Custos
- Gestão da Informação
- Gestão estratégica da Marca
- Gestão do Produto de Design
- Gestão do Serviço de Design
- Gestão de Vendas do Produto e Serviço
- Gestão do relacionamento com Clientes
- Projeto de Conclusão de Curso

Público-alvo:
Destinado a profissionais graduados em Design (gráfico, interiores, moda ou produto), Engenharia, Arquitetura, Administração, Marketing e nas demais áreas afins.

Carga horária:
O curso terá carga horária de 360 horas.

Dias e horários:
As aulas serão ministradas quinzenalmente sendo: sextas–feiras de 19h às 22h; sábados de 8h às 12h e 13h às 17h.

Investimento:
Valor do Curso: 18 x R$ 440,00
10% de desconto para pagamento à vista
Ex–alunos da UNIJORGE têm 10% de desconto
Consulte–nos para planos empresariais e formação de grupos específicos.

Inscrições e Informações:
Núcleo de Pós-graduação – Centro de Formação Profissional – Rua Dr. José Peroba, nº 123, Edf. Empresarial Sagarana, Costa Azul, Salvador, Bahia (Campus Costa Azul)
Segundas às sextas-feiras das 11h às 20h e sábado das 8h às 12h
Fone: (71) 3271.9908/9912
E-mail: npg@unijorge.edu.br
Site: www.unijorge.edu.br

Pós-graduação Unijorge. Para quem sabe que a formação nunca tem fim. Agende sua entrevista.

29 janeiro 2010

O DIA EM QUE O DESIGN DESAPARECEU

(publicado em 29.01.10)

Já imaginou se um dia o design deixar de existir? Pois é, o que será que aconteceria? Encontramos no blog de nossa colunista Geisa França, um vídeo produzido pelo Grupo 6 em associação com a Universidade de Aveiro em Portugal, que mostra essa situação de forma bem humorada. Confira!


15 dezembro 2009

PALESTRA: A CONSCIÊNCIA DO SER DESIGNER NO 5º EDU

(publicado em 15.12.09)

No ultimo dia 03, Ana Paula Paixão apresentou a palestra “A consciência do Ser Designer”. Dessa vez, quem contribuiu com a construção desse conhecimento foram os participantes do 5º Edu, Encontro Design Uneb.


Naquela manhã, nos reunimos para conversar sobre Ser Designer e a importância de termos essa consciência. Paulo Freire, Ken O’Donnel e Charles Owen foram citados, contemplando reflexões sobre quem somos e os papeis que assumimos em nossas vidas.

A participação de todos foi valiosa!





“Sinto-me gratificada mais um vez pelo retorno obtido durante e depois da palestra. É sempre um grande aprendizado. Obrigada a todos!” (Ana Paula Paixão)


Balanço do 5º EDU: http://designuneb.com/5edu/um-breve-balanco-do-edu-ano5/
Álbum oficial do evento: http://picasaweb.google.com.br/contato.edu05/
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